segunda-feira, 17 de março de 2025

Microagressão

Ao falar em agressão, logo pensamos em um ataque direto e visível à integridade física ou moral de alguém. Mas nem toda agressão é tão clara. Existem também as chamadas microagressões, geralmente sutis, disfarçadas sob a forma ironia, escárnio, sarcasmo e preconceito.

As microagressões costumam ser atitudes ou falas que ofendem, depreciam, humilham ou discriminam, questionando o mérito, a competência, o aspecto físico e a capacidade de um indivíduo. Elas podem ser, por exemplo, um simples comentário, embutindo uma "pequena" ofensa ou pensamento preconceituoso, ou uma atitude sutil, que reforce rótulos e estereótipos negativos.

As pessoas que praticam as microagressões normalmente não as reconhecem como problema: justificam que não têm qualquer intenção de ofender e que suas ações são incapazes de causar dor. Ainda que feitas de modo inconsciente e não intencional, é importante que não sejam simplesmente aceitas como naturais.

Ouvir "apelidos" depreciativos, insultos, ter sua presença ou suas falas ignoradas, ou se sentir "seguido" dentro de um estabelecimento comercial por sua aparência, por exemplo, são microagressões inaceitáveis.

É muito importante evitá-las também dentro de casa. Pequenas mágoas repetidas, especialmente vindas de quem amamos, afetam o bem-estar psicológico de qualquer pessoa, em qualquer idade.

Mecanismos de autocuidado, como a psicoterapia, podem ajudar a pessoa não apenas a resgatar a autoconfiança e autoestima, mas também estabelecer limites e combater as microagressões.

O prefixo "micro" faz parecer que as agressões são "pequenas" - mas só para quem as comete. Ignorá-las, na verdade, dificulta seu reconhecimento e banaliza os efeitos nocivos que elas têm. Combatê-las, mesmo quando sutis, significa zelar por ambientes e relações mais saudáveis, nos quais todos sejam incondicionalmente respeitados, como merecem ser.

Nossos Psicólogos

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Transtorno de Ansiedade Generalizada

TAG, ou Transtorno de Ansiedade Generalizada, é um distúrbio que causa intenso sofrimento, por levar a pessoa a um estado de preocupação excessiva e permanente, com pensamentos negativos em todas as esferas da vida.

Quem sofre de TAG costuma não considerar nada como leve ou pequeno. Tudo é motivo para preocupação em demasia, seja na família, no trabalho, estudos, finanças ou até mesmo pequenas tarefas do dia a dia.

Controlar a ansiedade e os próprios pensamentos não é fácil, mas é uma habilidade que se pode adquirir.

Veja estas 5 práticas, que podem ajudar:

1. RESPIRE Ao respirar profunda e conscientemente, o corpo relaxa e libera substâncias calmantes, permitindo que os músculos fiquem menos tensos e que os batimentos cardíacos desacelerem, diminuindo consideravelmente a ansiedade.

2. AUTOCONHECIMENTO É fundamental conhecer de onde vem a sua ansiedade e quais são os gatilhos que a ativam. Observe-se e questione a forma como você enxerga as coisas. Mudar algumas crenças e padrões mentais pode ajudar.

3. DURMA BEM Uma rotina de 8 horas de sono por noite é muito benéfica para quem sofre com TAG. Ao dormir, o cérebro reduz o estresse e se reequilibra. A privação do sono pode causar desequilíbrios que potencializam os transtornos ansiosos.

4. FAÇA ATIVIDADES FÍSICAS Exercitar-se estimula a liberação da serotonina, um neurotransmissor regulador do humor, que proporciona prazer e bem-estar. Uma simples caminhada já é um bom começo!

5. FAÇA PSICOTERAPIA A ajuda profissional pode ajudar no reconhecimento dos pensamentos nocivos e na construção de novos padrões, mais lúcidos e mais construtivos.

Conte comigo para ajudar você a se autoconhecer, lidar melhor com a ansiedade e "filtrar" os problemas, sem ignorar aquilo que de fato merece sua atenção, mas também sem acumular preocupações além do necessário. Isso pode fazer grande diferença em seus dias e em sua vida.

Nossos psicólogos

 

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Autoestima

Ter uma boa autoestima é, sem dúvida, uma característica que fortalece qualquer pessoa - e torna mais firmes seus passos ao longo da vida. Por isso, o ideal é aprendermos, desde cedo, a cultivar a autoestima.

Na infância, as crianças se percebem por meio do olhar dos outros: elas são um espelho dos comentários e opiniões daquelas pessoas que as rodeiam. E é na infância que recebemos nossas primeiras validações. É durante esse período que nossas emoções começam a ser reconhecidas como legítimas.

Por isso é tão importante que os adultos em torno da criança calibrem suas exigências e julgamentos, sabendo estabelecer vínculos saudáveis, nutrindo a noção de percepção sobre competência, segurança e autonomia dos pequenos.

Sentir-se merecedor e digno do amor e dos cuidados recebidos aumenta a percepção positiva que temos de nós mesmos. Isso facilita a formação de vínculos afetivos pelo resto de nossas vidas e modela os pensamentos e emoções sobre nós mesmos.

Essa boa autoestima é um pilar de sustentação fundamental, no qual nos apoiaremos pelo resto de nossas vidas. Por isso, durante a infância, qualquer distúrbio dessa autoimagem pode gerar reflexos nocivos, no presente e no futuro.

Como infelizmente nem todos aprenderam a nutrir a autoestima desde cedo, é natural que alguns adultos se sintam bastante inseguros e receosos sobre quem são e sobre seus papéis nas relações e na sociedade. Nesses casos, a psicoterapia é um excelente recurso. Um profissional pode ajudar a nomear as emoções, para que a pessoa aprenda a definir quais delas devem, ou não, ter espaço. Identificar essas fragilidades e aprender a reconhecer as próprias virtudes torna muito mais fácil o desenvolvimento de uma boa autoestima e autoconfiança.

O autoconhecimento é um grande aliado no enfrentamento dessas inseguranças. Estar com a autoestima em dia abre portas para uma vida com maior equilíbrio emocional e mais respeito a quem realmente somos.

Nossos psicólogos

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Aprendendo com o Fracasso

Fracassar não é uma experiência agradável, mas uma coisa é certa: fracassar é parte do processo de aprender a triunfar. Cada fracasso pode, e deve, ser encarado como uma oportunidade para refinar nossas experiências e se autoconhecer.

Errar tem muito a ensinar sobre quem somos e sobre como lidamos com os desafios. Mais do que o fracasso representa em si, a forma como o encaramos é que pode fazer grande diferença. Fracassos não devem ser vistos com constrangimento, pois eles costumam fazer parte da história daqueles que tentam, que ousam e que agem. Só fracassa quem se empenha. E todo empenho merece respeito.

Mas, em uma sociedade cada vez mais competitiva e que supervaloriza o sucesso (ou simplesmente a aparência dele), aceitar que nem sempre vamos prosperar - e ainda se dispor a aprender com isso - pode não ser tão simples quanto se imagina.

Encarando de frente aquilo que não deu certo, é possível crescer. É uma oportunidade de reconhecer os seus próprios limites, de analisar mais cuidadosamente as suas escolhas e métodos e até de reconhecer os seus defeitos.

É normal sentir tristeza e decepção diante de algo que não saiu como você gostaria, mas estagnar-se, mantendo os olhos naquilo que não aconteceu, pode aumentar a sensação de impotência e de fragilidade, sem trazer ganho algum.

Quando isso acontece, lidar com o fracasso torna-se um peso realmente difícil de carregar. Se você sentir que esse é o seu caso, procure a ajuda. A terapia pode proporcionar o fortalecimento das emoções, não apenas para superar o fracasso em si, mas para criar novos caminhos e soluções que levem a futuros sucessos.

A estrada para o sucesso não é uma reta. O verdadeiro fracasso é muito mais sobre desistir do que sobre não ter conseguido um resultado pretendido. O fracasso pode ser só uma das curvas do caminho, não necessariamente o seu fim.

 

Nossos Psicólogos

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Felicidade

Você já parou para pensar que a capacidade de sentir felicidade é algo que pode ser desenvolvido, como uma habilidade?

Todo mundo quer ser feliz, é claro. Mas, diante dos desafios da vida, nem sempre é uma tarefa fácil manter a capacidade de sentir emoções positivas (alegria, contentamento e entusiasmo), aliando-as aos sentimentos mais profundos - como o senso de propósito - do que às alegrias passageiras.

Sentir-se feliz, ou não, na verdade é muito mais sobre a forma como você percebe e internaliza os acontecimentos, do que sobre o que realmente acontece à sua volta - com as devidas exceções, é claro.

É preciso fazer o exercício de reconhecer os pensamentos que não nos fazem bem. Círculos viciosos de sofrimento e angústia precisam ser quebrados.

Quando aprendemos a filtrar esses pensamentos e ter um olhar mais otimista e positivo em relação ao presente e às possibilidades futuras, conseguimos nos manter mais felizes - e de forma mais prolongada.

Mesmo que não seja possível alterar a causa de um descontentamento, muitas vezes é possível alterar a forma como você lida com ele. Isso passa, por exemplo, por reconhecer sua temporalidade: a dor de hoje poderá deixar de existir amanhã - por mais difícil que seja acreditar nisso, no momento agudo da dor.

A psicoterapia ajuda a diferenciar as emoções e pensamentos, para que possamos dar mais importância àqueles que nos beneficiam. Essa é uma habilidade que fortalece não só nossa capacidade de procurar, mas também de encontrar a felicidade.

Sentir felicidade não é um estado imutável ou permanente. É na verdade, um exercício diário, que envolve pensamentos e emoções; que requer manter a mente aberta às novas experiências emocionais e exercitar a aceitação em momentos de desconforto, ciente de que eles passam.

Essa habilidade, baseada no autoconhecimento, é um passo importante para sentir a tal felicidade – essa experiência tão poderosa, que todos buscamos, e merecemos, viver.

 

Nossos psicólogos

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Medo do Futuro

Sentir medo é uma emoção natural e, em muitas instâncias, é até saudável. O medo pode nos ajudar em situações perigosas, trabalhando a favor da nossa autopreservação e nos alertando para possíveis ameaças. Sentir algum medo é, de certa forma, manter-se alerta.

Mas, quando o medo passa a ser desproporcional aos riscos, ele afeta o equilíbrio emocional e pode atrapalhar a qualidade de vida de uma pessoa em muitos aspectos: convívio social, desempenho das atividades profissionais, acadêmicas, qualidade do sono, entre outros.

Existe um tipo de medo específico, chamado de Teleofobia, que é a aversão que algumas pessoas sentem de fazer planos para o futuro, focando em tudo que pode acontecer de errado. Isso pode tomar proporções exageradas e fazer com que a pessoa deixe de fazer qualquer plano e até de nutrir sonhos.

Quem sofre de teleofobia costuma dizer que prefere viver só o presente, evitando assumir qualquer tipo de compromisso ou estabelecer metas e planos – seja em que área da vida for – tamanho é o medo de se frustrar ou de fracassar, mesmo nas pequenas coisas, e mesmo que sejam visivelmente pequenas as chances do "plano" dar errado.

Pessoas com esta fobia criam desculpas e se esquivam de todo e qualquer compromisso, achando que dessa forma, evitarão fracassos e frustrações. Mas, na realidade, ao se protegerem tanto, acabam se privando de muitas experiências valiosas.

Esse padrão pode "estacionar" suas vidas e as impedir de progredir profissionalmente, casar-se, ter filhos, mudar de cidade, ter um pet, comprar qualquer coisa em prestações, entre outros bloqueios.

É muito importante que quem passa por isso busque ajuda profissional. A psicoterapia ajuda a identificar a causa dos medos e, principalmente, pode ser um passo importante para que a pessoa seja capaz de encarar a realidade com maior lucidez, vivendo bem o presente, mas sem sabotar o futuro e todas as coisas boas que ele tem a oferecer.

 

Nossos Psicólogos

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sábado, 21 de dezembro de 2024

Medo do Abandono

Para a grande maioria das pessoas, o amor é um sentimento desejado, que envolve confiança mútua e segurança. Mas, para algumas pessoas, o ato de amar pode ser sinônimo de exposição e vulnerabilidade.

A maior parte de nós deseja um relacionamento amoroso sólido, que perdure e que nos faça felizes. Mas é preciso ter o cuidado de não projetar no amor o único lugar de segurança e autorrealização.

Quando o medo de perder se torna excessivo ou quando as expectativas sobre o outro se tornam exigências, é preciso repensar a relação e o papel de cada envolvido.

O "amor que aprisiona" geralmente nasce do pavor de ser abandonado. A pessoa sequer consegue se imaginar fora da relação e, ao mesmo tempo, sente que é incapaz de mantê-la. É uma sensação de dependência, tristeza e intensa ansiedade, por um fim que parece próximo e inevitável - mesmo que sem qualquer sinal disso.

Não raramente, pessoas com esse comportamento demonstram sentir ciúmes intensos e necessidade de controle excessivo em relação ao parceiro, muitas vezes a ponto de tornar a relação insustentável.

Embora possa ter muitas causas, esse comportamento costuma ser influenciado por experiências anteriores traumáticas – não necessariamente conjugais. O abandono parental, a falta de cuidado e atenção na infância, de nutrição afetiva, costumam deixar marcas que podem se manifestar nas relações adultas.

A Psicoterapia pode ajudar no resgate da autoestima para que, com isso, seja possível abandonar o medo e estabelecer internamente zonas de segurança, sem a sensação de desamparo, angústia ou dependência emocional.

O autoconhecimento ajuda a pessoa a sair da posição de vítima e reconhecer que pode fazer escolhas, inclusive de pensamentos. Vivenciar uma parceria amorosa saudável é uma experiência muito especial, que envolve o outro, é claro, mas que requer o nosso próprio equilíbrio e maturidade emocional.

 

Nossos Psicólogos

 

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Ansiedade

A Ansiedade não afeta só sua mente e suas emoções. Ela quer controlar também o seu corpo, com Dores de cabeça, fadiga, problemas gástricos...