quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Insatisfação

Quando procuramos sinónimos   para insatisfação, as palavras que encontramos são  descontentamento, falta de prazer, contrariedade e aborrecimento. Não é incorreto, portanto, dizer que uma pessoa sente insatisfação quando suas expectativas não são atendidas.

A insatisfação pode ter uma causa específica e identificável, mas pode também ser mais profunda, quando se torna um estado permanente, que se acumula e gera uma sensação de mal-estar com a vida como um todo.

Esse estado, além de causar irritação, coloca a pessoa em um mar de negatividade: a relação não está como desejada, os filhos causam muita preocupação, o corpo poderia ser mais magro, a cidade está muito barulhenta, a política está imoral, os vizinhos não têm educação, os amigos são ausentes e assim por diante.

Quando essa insatisfação ganha dimensões indevidas, ela pode nublar o olhar da pessoa sobre si e sobre os outros, tornando a vida amarga e cheia de desilusões.

Mas essa competência de olhar adequadamente para as situações pode ser treinada e, acredite, pode ser uma grande aliada na busca por dias melhores. Ao identificar um problema, por exemplo, procure encará-lo isoladamente e com a devida dimensão, sem diminuí-lo, mas também sem ampliá-lo desnecessariamente.

Veja se existe um lado positivo no que, ou em quem, o está incomodando. E valorize-o. Esse equilíbrio costuma ajudar a diferenciar uma pequena frustração de um real problema. Tente perceber quanto dessa insatisfação pode estar em você, ou ser fruto de outros problemas, que nada têm a ver com o momento em si.

A psicoterapia ajuda a treinar este olhar, que valoriza soluções e alegrias, mais do que problemas e frustrações. A ideia, com isso, é poder trilhar o caminho com mais leveza, compreensão e aceitação, começando por tirar o foco daquilo que te aborrece, para poder estabelecer uma rotina emocionalmente mais saudável e mais aberta aos pequenos encantos do dia a dia.

Nossos psicólogos

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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Ansiedade não é drama.

O Transtorno de Ansiedade é uma patologia séria, que precisa ser respeitada. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, melhor. Ela é basicamente uma reação de estresse intenso, mesmo quando não há causa identificável, ou depois que o causa já nem existe mais.

É normal sentir-se ansioso em algumas situações na vida: uma prova, um evento importante, uma festa, uma doença na família ou em casos envolvendo perigo, como um assalto. Taquicardia, agitação, suor excessivo, tremor, dor gastrintestinal e outros sintomas são comuns nestes casos.

É normal também que, passado algum tempo do término destes eventos, o nível de ansiedade volte à normalidade. Mas, para quem sofre de Transtorno de Ansiedade, isto não acontece. A pessoa segue em estado de estresse e alerta, mesmo depois que a causa daquela ansiedade já nem existe mais. Com isto, a pessoa simplesmente não consegue relaxar. É um estado de agitação permanente, que compromete muito a qualidade de vida.

Controlar os sintomas da ansiedade ajuda a evitar a evolução para situações potencialmente mais graves como crises de pânico, agorafobia, depressão, distúrbios alimentares, entre outros.

O Brasil é o líder mundial no ranking de Transtornos de Ansiedade, segundo a Organização Mundial de Saúde. Mas é possível mudar este quadro, com o tratamento adequado às pessoas.

A psicoterapia, por exemplo, ajuda a entender os fatores que desencadeiam a ansiedade, criando meios para lidar com ela e reduzir seus sintomas. As sessões de psicoterapia trabalham no sentido de mudar os padrões do pensamento, para que as inquietações causadas pelo constante estado de preocupação e de temor, típicos da doença, sejam encarados com mais tranquilidade, para que a pessoa possa voltar a sentir bem-estar.

Nossos psicólogos

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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Autossabotagem

A autossabotagem é uma forma inconsciente de fazer com que tudo dê errado na própria vida. É uma maneira de negar seus desejos, procrastinar, colocar empecilhos onde não existem, complicar o que é simples, comprometer a realização de metas, dificultar o alcance do êxito e do sucesso e, até mesmo, correr o risco de prejudicar a própria saúde.

Vários fatores contribuem para desencadear a autossabotagem. Entre eles estão: o medo do fracasso, o de assumir novas responsabilidades, de correr riscos, traumas de infância, insegurança com relação ao julgamento alheio, falta de autoconfiança etc. Mesmo que inconscientemente, desistir parece a melhor opção, já que não existem riscos na zona de conforto.

E, assim, dietas viram eternas, a insatisfação no trabalho é uma constante, as relações não duram (ou, mesmo que durem, não são suficientemente boas), o dinheiro é sempre escasso e a saúde fica sempre para amanhã...

Concorda que você merece muito mais do que isto? A psicoterapia pode propor reflexões importantes, que melhorem sua autoestima, promovam o autoconhecimento e ajudem a criar estratégias para driblar estas dificuldades que, muitas vezes, são criadas apenas por você.

 

Nossos Psicólogos

 

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Progresso na Terapia

Na psicologia não existe um tempo certo para a duração de um tratamento. Cada pessoa tem uma história com detalhes e aspectos únicos, e cada profissional tem uma forma de abordar os temas que surgem ao longo do processo. Esses fatores influenciam no tempo, que pode ser maior ou menor, em que trilharão juntos esta jornada.

Durante o processo da sua terapia, pode haver períodos em que os resultados parecem fluir mais rapidamente, e outros em que tudo parece estar parado, estacionado. Isto pode ser sinal de algum nó, que precise ser desatado. Mesmo a sensação de não-progresso tem uma lição a ser ensinada - seja para insistir no foco em uma parte da vida em que você não quer olhar, seja para definir novas direções a serem olhadas.

Cada pessoa reage de forma diferente às questões abordadas numa terapia. Cada qual no seu tempo: o tempo certo.

Não se preocupe com a duração do tratamento, mas com os avanços e conquistas que está fazendo ou que fará ao longo do caminho. Tudo que melhore o seu autoconhecimento e o reconhecimento de suas potencialidades deve ser celebrado!

Não tenha dúvida: do seu jeito, no seu tempo, a ideia é que a terapia conduza você ao lugar que precisa chegar. Agende sua consulta.

Nossos psicólogos

 

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sábado, 11 de junho de 2022

Rótulos Machucam

 "Você é muito preguiçoso!", "Nunca vi alguém tão cabeça dura!", "Lá vem o covarde!", "Você é sempre tão agressiva!", "Nunca vi tanta teimosia!". Estes são apenas alguns dos diversos rótulos que recebemos - e aplicamos - ao longo da vida.

São pequenos jargões muitas vezes são ditos sem a intenção consciente de ferir. Mas, evidentemente, são falas muito prejudiciais, lançadas mais vezes do que deveriam, e que ferem imediatamente. Pior do que isso, são rótulos que podem gerar crenças limitantes, convicções erradas e problemas emocionais importantes.

Os "rotulados" correm o risco de tomar como verdades imutáveis as frases que tanto ouviram. Como resultado, tornam-se "prisioneiros" de uma imagem irreal e, depois de um tempo, podem já não se reconhecer mais fora do rótulo que lhes foi colado.

Precisamos entender que desqualificar alguém, rotulando-o, é uma forma simplista de ver o outro, e que pode ser fruto muito mais da fragilidade de quem fala, do que da característica do "rotulado". Pode ser, por exemplo, um mecanismo de defesa, pela dificuldade de lidar com o incômodo causado pelo comportamento do outro.

Rótulos repetidos ao longo do tempo podem justamente estimular o comportamento não-adequado, que motivou a crítica. Por isso, o reforço deve sempre ser positivo e respeitoso, visando o ganho e a melhoria: em vez de destacar a teimosia, convide à escuta; em vez de reclamar da preguiça, incentive a ação; em vez de apontar a agressividade, estimule o diálogo.

Tenha em mente que ninguém é melhor do que ninguém. É preciso respeitar as diferenças e entender que, assim como todos possuem virtudes, todos têm também aspectos a melhorar.

Se você facilmente rotula, ou se sente "rotulado", conte com a ajuda de um psicólogo para direcionar seus recursos internos e o seu potencial para padrões mentais mais construtivos, em oposição aos rótulos limitantes que possa ter recebido - ou aplicado.

Desenvolva a sua autoestima e aprimore sua visão sobre você e sobre o outro. Nunca é tarde para revermos nossas ações e crenças, para crescermos como indivíduos. Conte comigo!

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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Toques e Abraços

Quem é que nunca passou por momentos difíceis e encontrou acolhimento em um abraço ou em um carinho?

Existem estudos científicos sobre o poder do toque físico e dos abraços. É fácil entender os benefícios: a pele funciona como se fosse uma "extensão" do sistema nervoso. O cérebro "responde" a um toque carinhoso liberando hormônios que geram sensação de prazer e felicidade.

Isto diminui o estresse e a ansiedade, gerando um senso de proteção, pertencimento e acolhimento, que estão na base das necessidades humanas.

Porém, neste momento de tanto espaços individuais, os toques físicos se reduziram. A proximidade com os outros está cada vez menor e as demonstrações de afeto, também.

Para mudar isso é preciso encurtar distâncias, permitir-se demonstrar sentimentos e acolher as demonstrações de afeto do outro. O toque, seja ele um aperto de mão, um abraço, um afago ou mesmo toques terapêuticos profissionais, tem efeito duradouro no bem-estar das pessoas.

E mais: os benefícios são mútuos! Não importa se estamos abraçando ou sendo abraçados, a conexão física com o outro proporciona bem-estar imediato. Para o cérebro, oferecer afeto em forma de abraço é, também, recebê-lo. 🤗

Do ponto de vista das relações, o toque físico fortalece os vínculos de confiança e de intimidade, além de diminuir a sensação de solidão, isolamento e até de raiva.

Infelizmente, algumas pessoas têm real dificuldade em permitir essas interações, sentindo-se desconfortáveis e até invadidas por qualquer toque físico - mesmo das pessoas com as quais têm intimidade.

A psicoterapia pode ajudar a compreender essas dificuldades, geralmente ligadas ao medo da rejeição ou ao fato da pessoa não ter aprendido como expressar seus sentimentos.

O psicólogo pode ajudar a ressignificar esse mal-estar, levando a pessoa a permitir-se maior abertura em suas relações, para usufruir não apenas do toque físico e do abraço em si, mas também da sensação de pertencimento, segurança e acolhimento que eles trazem.

Esses são sentimentos fundamentais para uma vida mais plena e feliz. Permita-se! E conte comigo!

Nossos psicólogos

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Gordofobia e seus efeitos

A Gordofobia é o preconceito que se baseia em uma única característica, que é apontada como defeito: a obesidade, em maior ou menor grau.

A palavra "gordo" - que poderia ser uma mera descrição, como "alto", "baixo" ou "magro - é usada por muitos como sinônimo de feio, desleixado ou incapaz. A gordofobia é, sem dúvida, um dos tipos mais comuns de bullying, fruto de uma visão intolerante e superficial, que valoriza um padrão de beleza que define que só o corpo magro é perfeito.

É fácil perceber que o "defeito", na verdade, é do gordofóbico - aquele que julga pessoas como inferiores, desprezíveis ou repugnantes. Mas, que fique claro: muitas delas sofrem muito com este julgamento.

A gordofobia é uma discriminação que, assim como qualquer outra, fere, humilha e maltrata, podendo levar à baixa autoestima, sensação de solidão, raiva, entre outros. Isto pode afetar as vítimas profundamente, interferindo em suas vidas afetivas, sociais e profissionais, devido a sentimentos de inadequação, dificuldades de socialização e, em certos casos, até mesmo à crença de que não merecem sequer receber afeto.

Por isso, não são poucos os relatos de vítimas de gordofobia que desenvolvem transtornos como a compulsão alimentar, bulimia, anorexia e vigorexia.

Em um mundo pouco adaptado e com falta de representatividade, as pessoas obesas enfrentam muitos desafios: o simples ato de comprar roupas, andar de transporte público e encontrar cadeiras confortáveis em restaurantes e cinemas as fazem sentir fora do contexto. É uma espécie de despertencimento velado.

É muito comum - e compreensível - que quem passa por isso precise de ajuda. O psicólogo pode oferecer um espaço para a expressão destes sofrimentos e de acolhimento a estas dores. Este é um processo que conduz a um caminho de autoaceitação e amor-próprio - independente do peso e das medidas, hoje ou no futuro.

É possível reconstruir e fortalecer a autoestima e promover a aceitação da beleza que cada corpo, em sua singularidade, tem - e que é muito mais complexa do que a balança é capaz de revelar. Conte comigo!

Nossos psicólogos

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Ansiedade

A Ansiedade não afeta só sua mente e suas emoções. Ela quer controlar também o seu corpo, com Dores de cabeça, fadiga, problemas gástricos...