segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Viver o Presente

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre a importância de estar "presente no presente". Em um mundo tão agitado, em que as preocupações e o estresse se acumulam, com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo e essa infindável quantidade de estímulos ao longo do dia, não é incomum que nossas mentes tendam a "escapar".

Estudos vêm mostrando que a mente fica "distraída" em nossos próprios pensamentos durante praticamente metade do tempo. É fácil ver a consciência desviando-se para o passado ou futuro, buscando recordações, fazendo planos, focando-se nas vidas alheias, em ruídos ou outras distrações. Com isso, perde-se o valor do instante.

É claro que é importante descansar os pensamentos de vez em quando, mas não se pode fazer isso o tempo todo. Não podemos viver ligados no "piloto automático".

Estar "presente no presente" de fato requer alguma prática. E, como toda prática, é algo que pode ser desenvolvido. Esse é um hábito que faz aumentar a atenção, assim como a qualidade dos pensamentos e a facilidade na tomada de decisões - sejam elas pequenas ou grandes. Focar-se no presente significa aumentar a lucidez e reduzir a ansiedade.

É perfeitamente possível treinar essa capacidade de apreciar o instante e vivê-lo com intensidade, aguçando os sentidos, com abertura para o que está acontecendo, com curiosidade e acolhimento - a si e aos outros.

A Psicoterapia é uma ferramenta importante na construção do autoconhecimento, que permite a você compreender seus padrões e hábitos mentais, que ajudam (ou atrapalham) nesse processo de focar-se mais no momento presente.

Focar-se no presente pode melhorar sua qualidade de vida. Procure estar consciente em cada experiência, faça uma coisa de cada vez e aprecie cada momento, com entrega e verdade.

O passado é imutável. O futuro é só uma possibilidade. O momento presente é o único que pode - e deve - ser verdadeiramente desfrutado.

 

Nossos psicólogos

 

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sábado, 14 de setembro de 2024

Frustração - Como Lidar com o senso de impotência

A frustração é um sentimento que todos conhecemos, em maior ou menor grau. Ele está associado ao desânimo quando criamos expectativas não atendidas sobre algo ou alguém. É a falta de motivação para seguir adiante, um senso de impotência, que costuma aparecer quando algo não acontece como o esperado.

Crescer implica em aprender a lidar com as frustrações, sejam elas pequenas ou grandes. Quem só ouve "sim" para todas as suas vontades, costuma ter dificuldades à medida em que a vida apresenta seus inevitáveis "nãos".

Não saber administrar as expectativas - e as frustrações quando elas não são atendidas - pode se tornar um sentimento difícil de conter e se manifestar por meio de comportamentos agressivos e disfuncionais.

A frustração pode ter fontes internas ou externas. É possível sentir-se frustrado por alguma necessidade não satisfeita, seja física (como não conseguir emagrecer), social (como não ser aceito em determinado grupo), afetiva (pelo fim de uma relação) ou até de autorrealização (como não conseguir uma promoção no trabalho).

É perfeitamente normal nos sentirmos frustrados em certos momentos. O problema acontece no excesso: quando há uma real inabilidade em lidar com a situação, gerando um senso de impotência e uma frustração tão grande a ponto de afetar o equilíbrio, as relações e o bem-estar.

A Psicologia pode ajudar a lidar melhor com essa emoção e levar a uma compreensão mais madura das próprias expectativas. Com isso, é possível aprender a criar metas que gerem ânimo e até algum grau de desafio, mas que sejam possíveis e realistas - inclusive diante da possibilidade de insucesso, em alguns momentos.

Aprimorar o autoconhecimento é uma forma de aprender a lidar com as frustrações, dando a elas o devido tamanho, sem diminuí-las, mas sem permitir que se tornem maiores do que sua potência em continuar a caminhar na direção do próprio bem-estar e felicidade, mesmo quando as coisas não são exatamente com você gostaria.

 

Nossos psicólogos

 

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Decisões Difíceis

Fazer escolhas, seja em que aspecto da vida for, é inevitável. É impossível seguir o curso natural dos dias sem tomar decisões, mesmo que pequenas.

Devo acordar mais cedo ou não? Devo almoçar em casa ou no restaurante? Devo fazer contato com um cliente hoje ou amanhã? Essas são escolhas simples e fáceis de fazer.

Mas escolher nem sempre envolve decisões tão simples. Maturidade e equilíbrio são recursos importantes diante da necessidade de tomar decisões difíceis. Quanto mais preparados estivermos, melhores tendem a ser essas decisões.

É comum que, diante de muitas possibilidades, algumas pessoas se sintam indecisas ou inseguras para fazer escolhas. Toda escolha envolve algumas renúncias - e saber lidar com elas é tão fundamental quando lidar com a decisão tomada.

Tornar o processo mais racional é uma forma de lidar com essas escolhas, especialmente para quem não se sente muito confortável em fazê-las. A psicoterapia pode ajudar a clarear os pensamentos, a compreender melhor suas necessidades e seu momento de vida, e a preparar-se para fazer escolhas com mais com segurança.

Escolher com consciência não significa blindar-se ao erro nem a eventuais mudanças na própria escolha feita. Nada precisa ser necessariamente eterno. Ao longo do percurso, pode-se perceber que a realidade, ou até mesmo que o seu desejo, mudou - e fazer novas escolhas, tomando novas decisões.

As escolhas determinam a nossa vida e, em muitas instâncias, influenciam a vida daqueles que nos cercam. Fáceis ou difíceis, elas acontecem o tempo todo.

Com autoconhecimento, emoções equilibradas e pensamentos lúcidos, é possível avaliar as possibilidades e, se necessário, até assumir alguns riscos. Isso pode conduzir a um caminho de crescimento, que leve uma vida mais plena e feliz - uma escolha por vez.

Nossos psicólogos

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segunda-feira, 29 de julho de 2024

Crise de Pânico

As crises de pânico, também conhecidas como ataques de pânico, são episódios que ocorrem inesperadamente, em qualquer lugar, com duração que varia entre 15 e 30 minutos.

Elas provocam uma intensa sensação de medo e mal-estar, geralmente com sintomas físicos perturbadores, mesmo sem qualquer motivo ou perigo aparente. Quando não é um episódio isolado, podemos dizer que as crises são a manifestação central do Transtorno de Pânico.

Alguns sintomas psicológicos podem sinalizar um possível ataque de pânico: o medo desproporcional, ou a certeza que a pessoa tem de que vai morrer, ou ainda a sensação de que está exposta a um grande perigo.

Além das questões psicológicas, os ataques de pânico são marcados também fortes sintomas físicos: aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, falta de ar, suor frio, tontura, náusea, vômito, boca seca, calafrios ou ondas de calor, tremor, tensão muscular, formigamento, desmaio, fraqueza nas pernas, dores na cabeça, no estômago, no peito, entre outras.

Os episódios de pânico são mais frequentes em pessoas com transtornos fóbicos, de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e com depressão - quadros que requerem tratamento especializado, muitas vezes com acompanhamento multidisciplinar.

Antidepressivos e ansiolíticos podem ser prescritos pelo médico psiquiatra e sessões de psicoterapia podem ser de grande ajuda, para reequilibrar as emoções, compreender as possíveis causas e gatilhos que desencadeiam as crises.

Aprender a lidar melhor com as crises de pânico não garante que elas desapareçam por completo, mas pode ajudar a diminuir a recorrência e o desconforto. Durante a crise, a consciência sobre o que de fato está acontecendo empresta uma sensação de confiança diante de um momento que pode ser muito desagradável, mas que é passageiro, e precisa ser respeitado e tratado.

 

Nossos psicólogos

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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Medo de Ser Feliz

Pode ser difícil de acreditar, mas existem, sim, pessoas que sentem pavor de se sentirem felizes ou de qualquer coisa que lhes traga alegria. Esse é um distúrbio de ansiedade cada vez mais comum, ao qual se deu o nome de Querofobia.

A origem da palavra vem do grego, em que "chero" significa "alegre" e "phobia" significa "medo". Ou seja, a Querofobia é o medo muito intenso de se sentir alegre. Quem sofre com a querofobia evita se relacionar ou se expor a situações que possam gerar contentamento.

Para pessoas com este distúrbio, a alegria amedronta mais do que dá prazer. A felicidade é encarada com desconfiança, pessimismo e até desprezo, diante da certeza de que ela traz consigo algo que vai dar muito errado a seguir. Diante disso, toda alegria é percebida como uma ameaça, um primeiro passo para uma infelicidade inevitável, logo adiante.

É importante destacar que esse não é só um sentimento negativo comum, mas uma fobia em si, com efeitos desproporcionais, muitas vezes incontroláveis, como a necessidade de fugir, ansiedade intensa, dores de cabeça, taquicardia, suor frio e outros sintomas, comuns à grande parte das fobias.

Geralmente a querofobia se manifesta em quem já experimentou, no passado, alguma dor ou situação traumática depois de um momento alegre. Conflitos na infância, punições severas após momentos felizes, entre outras situações, podem ser o gatilho para essa associação nociva e distorcida entre alegria e dor.

A psicoterapia pode ajudar a romper essa crença de que toda felicidade traz dentro dela um sofrimento. Isso envolve compreender seus padrões mentais e emoções, para que, no devido tempo, a dor seja desassociada dos eventos felizes e das emoções agradáveis.

Com o tratamento, é possível chegar-se à origem desse medo e trabalhar a aceitação de que emoções negativas também fazem parte da vida, sem que sejam sabotadoras do bem-estar e da própria felicidade.

 

Nossos Psicólogos

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Ninguém precisa ser só

Muitas vezes, precisamos de quietude e paz. Estar só, quando é uma escolha pessoal e temporária, pode até fazer bem.

Porém, quando se transforma em ausência de vínculos afetivos, pode surgir o temido sentimento de solidão - que não tem nada de positivo.

O ser humano precisa de vínculos sociais e afetivos - e a criação e nutrição desses vínculos não depende somente dos outros, mas também de você!

Veja alguns comportamentos que ajudam a evitar o espaço vazio e dolorido da solidão:

1. CONSTRUA NOVOS LAÇOS

Procure ambientes em que possa estabelecer novas conexões, como aulas e cursos, esportes em grupo, trabalho voluntário, rodas de conversa, entre outros. Apresente-se, seja agradável e abra-se para criar vínculos com quem têm os mesmos interesses que você.

2. APRENDA A SE DIVERTIR SÓ

Seja a sua melhor companhia! Faça programas agradáveis como ir ao cinema, fazer caminhadas, maratonar alguma série, aprender algo novo. Mais do que passar o tempo, isso ajuda você a se sentir bem consigo mesmo.

3. VISITE AMIGOS E FAMILIARES

Criar novos laços é importante, mas investir nos que já existem também é. Procure pessoas especiais em sua vida. Promova encontros e não perca a oportunidade de reconhecer e demonstrar afeto.

4. NÃO SE COMPARE!

Se você é uma pessoa mais introvertida ou tem um grupo mais restrito de amigos, não se preocupe! Cada indivíduo tem sua preciosidade! Comparar-se com os outros pode desvalorizar quem você é.

5. BUSQUE AUTOCONHECIMENTO

A psicoterapia, por exemplo, promove seu autoconhecimento, para que você se sinta em paz consigo mesmo e, no seu tempo, possa criar vínculos que estimulem sua autoconfiança e senso de pertencimento.

As convivências e trocas saudáveis que as boas relações oferecem são parte fundamental de uma vida emocionalmente saudável. Isso inclui saber que estar só não precisa ser sinônimo de desamparo, invisibilidade, nem de solidão permanente.

Nossos psicólogos

 

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Crises Familiares

É comum nos referirmos às famílias como se fossem "uma coisa só"; uma entidade com pensamentos, hábitos e gostos únicos. Mas nã
o é bem assim…

Famílias são grupos sociais plurais, formados por vários indivíduos únicos. Estes, sim, têm suas características singulares, como idade, temperamento, sexo, até posição hierárquica dentro do grupo.

A família é um núcleo vivo, complexo e cheio de dinâmicas. Embora geralmente exista parceria e compromisso, não é incomum que as ideias e atitudes dos seus membros gerem conflitos, que afetam as relações entre eles.

Muitas situações podem causar desconforto e motivar crises, como as dificuldades financeiras, dependência química, separações, adoecimento de um membro, desavenças com os filhos, rigidez excessiva dos pais, rótulos, entre outros.

Até mesmo notícias que geralmente seriam consideradas boas, como a chegada de um bebê ou a necessidade de mudar de cidade por uma promoção de emprego, por exemplo, podem gerar conflitos - já que nem todos os membros da família necessariamente vêem as situações da mesma forma.

Para gerenciar essas crises, um profissional de Psicologia pode ajudar a família, ou os membros que desejarem, a compreender os conflitos com maior clareza, sem as distorções causadas pelas emoções. Nas sessões de terapia familiar, os membros presentes podem compartilhar suas impressões em um ambiente neutro, que favorece o bom diálogo e a boa escuta.

Momentos de descontração em família, fora do foco da crise, também são importantes para diminuir o estresse e a ansiedade, sinalizando a disposição dos membros em para uma reaproximação.

Crises familiares devem ser gerenciadas, para que não tenham impacto maior, nem por mais tempo do que o necessário. Para isso, é importante que todos se envolvam e desejem o bem comum, compreendendo que aqueles familiares que pensam diferente devem ser respeitados e não necessariamente desejam romper os laços. Essa abertura ao diálogo gera proximidade e confiança - duas das características mais sólidas de uma família saudável.

 

Nossos Psicólogos

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Ansiedade

A Ansiedade não afeta só sua mente e suas emoções. Ela quer controlar também o seu corpo, com Dores de cabeça, fadiga, problemas gástricos...