segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Medo do Futuro

Sentir medo é uma emoção natural e, em muitas instâncias, é até saudável. O medo pode nos ajudar em situações perigosas, trabalhando a favor da nossa autopreservação e nos alertando para possíveis ameaças. Sentir algum medo é, de certa forma, manter-se alerta.

Mas, quando o medo passa a ser desproporcional aos riscos, ele afeta o equilíbrio emocional e pode atrapalhar a qualidade de vida de uma pessoa em muitos aspectos: convívio social, desempenho das atividades profissionais, acadêmicas, qualidade do sono, entre outros.

Existe um tipo de medo específico, chamado de Teleofobia, que é a aversão que algumas pessoas sentem de fazer planos para o futuro, focando em tudo que pode acontecer de errado. Isso pode tomar proporções exageradas e fazer com que a pessoa deixe de fazer qualquer plano e até de nutrir sonhos.

Quem sofre de teleofobia costuma dizer que prefere viver só o presente, evitando assumir qualquer tipo de compromisso ou estabelecer metas e planos – seja em que área da vida for – tamanho é o medo de se frustrar ou de fracassar, mesmo nas pequenas coisas, e mesmo que sejam visivelmente pequenas as chances do "plano" dar errado.

Pessoas com esta fobia criam desculpas e se esquivam de todo e qualquer compromisso, achando que dessa forma, evitarão fracassos e frustrações. Mas, na realidade, ao se protegerem tanto, acabam se privando de muitas experiências valiosas.

Esse padrão pode "estacionar" suas vidas e as impedir de progredir profissionalmente, casar-se, ter filhos, mudar de cidade, ter um pet, comprar qualquer coisa em prestações, entre outros bloqueios.

É muito importante que quem passa por isso busque ajuda profissional. A psicoterapia ajuda a identificar a causa dos medos e, principalmente, pode ser um passo importante para que a pessoa seja capaz de encarar a realidade com maior lucidez, vivendo bem o presente, mas sem sabotar o futuro e todas as coisas boas que ele tem a oferecer.

 

Nossos Psicólogos

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sábado, 21 de dezembro de 2024

Medo do Abandono

Para a grande maioria das pessoas, o amor é um sentimento desejado, que envolve confiança mútua e segurança. Mas, para algumas pessoas, o ato de amar pode ser sinônimo de exposição e vulnerabilidade.

A maior parte de nós deseja um relacionamento amoroso sólido, que perdure e que nos faça felizes. Mas é preciso ter o cuidado de não projetar no amor o único lugar de segurança e autorrealização.

Quando o medo de perder se torna excessivo ou quando as expectativas sobre o outro se tornam exigências, é preciso repensar a relação e o papel de cada envolvido.

O "amor que aprisiona" geralmente nasce do pavor de ser abandonado. A pessoa sequer consegue se imaginar fora da relação e, ao mesmo tempo, sente que é incapaz de mantê-la. É uma sensação de dependência, tristeza e intensa ansiedade, por um fim que parece próximo e inevitável - mesmo que sem qualquer sinal disso.

Não raramente, pessoas com esse comportamento demonstram sentir ciúmes intensos e necessidade de controle excessivo em relação ao parceiro, muitas vezes a ponto de tornar a relação insustentável.

Embora possa ter muitas causas, esse comportamento costuma ser influenciado por experiências anteriores traumáticas – não necessariamente conjugais. O abandono parental, a falta de cuidado e atenção na infância, de nutrição afetiva, costumam deixar marcas que podem se manifestar nas relações adultas.

A Psicoterapia pode ajudar no resgate da autoestima para que, com isso, seja possível abandonar o medo e estabelecer internamente zonas de segurança, sem a sensação de desamparo, angústia ou dependência emocional.

O autoconhecimento ajuda a pessoa a sair da posição de vítima e reconhecer que pode fazer escolhas, inclusive de pensamentos. Vivenciar uma parceria amorosa saudável é uma experiência muito especial, que envolve o outro, é claro, mas que requer o nosso próprio equilíbrio e maturidade emocional.

 

Nossos Psicólogos

 

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terça-feira, 12 de novembro de 2024

Acomodação

O conforto é objeto de desejo da grande maioria das pessoas - e não há nada de errado nisso. Ele é necessário ao ser humano, tanto do ponto de vista material quanto psíquico.

Porém, para certas pessoas, o conforto não é visto como fruto de conquistas ou merecimento. Para muita gente, ele é confundido com um estado de acomodação permanente, que gera inércia, apatia e estagnação - e que pode sabotar não só o crescimento pessoal e a autorrealização, mas também as emoções.

Quem tem empenho e dedicação costuma ser mais autoconfiante e desenvolver melhores ferramentas internas para encarar os desafios da vida. Ainda que não se tornem imunes a erros, essas pessoas tendem a ser mais preparadas para avançar - e levantar, se porventura caírem.

Já as pessoas mais acomodadas habitam permanentemente suas próprias zonas de conforto. Não precisar fazer esforços torna-se mais importante do que progredir e crescer, seja no trabalho, nas relações ou nos desafios pessoais.

Muitas delas, inclusive, acreditam que o conforto simplesmente lhes é devido, como um direito adquirido. É um quadro de "entorpecimento", que leva a pessoa a não acreditar em esforços, disciplina ou dedicação, contando que a vida - ou outra pessoa - automaticamente satisfará seus desejos.

Cedo ou tarde, é comum que essas pessoas se depararem com privações ou com a necessidade - absolutamente normal - de fazer algum esforço. O despreparo para lidar com essas situações pode levar ao sofrimento emocional.

Essa é uma queixa comum, por exemplo, quando os mais velhos se referem às gerações mais novas, que geralmente usufruem de mais conforto do que seus pais tiveram.

A psicoterapia pode ajudar - tanto quem não se empenha, quanto quem não sabe parar e descansar - a ver a realidade com mais lucidez e viver com mais equilíbrio.

Saber a hora de se desafiar e de desfrutar do merecido conforto é sinal de maturidade, e é parte importante de uma vida plena e emocionalmente equilibrada.

 

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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Recomece Hoje

Quase todos nós, em algum momento, já sentimos que mudanças eram necessárias. É muito comum que o ser humano eleja datas para recomeços: na segunda-feira, no mês que vem, assim que eu mudar de casa, quando eu entrar na faculdade, quando eu sair desse emprego, no próximo ano.

Porém, embora tenhamos o hábito de "definir um marco" para o início de uma mudança, isso na prática pode ser uma forma de adiar as mudanças. Parece que sempre temos "boas desculpas" para atrasá-las.

Essa é uma crença que pode ser abandonada. Ainda que se fique em dúvida sobre qual é o melhor momento para recomeçar, ou sobre como fazê-lo, é preciso ter em mente que quase todos os recomeços, especialmente os internos, podem acontecer a qualquer instante.

É importante que o foco esteja no recomeço e não no que já passou. Não é possível alterar o passado. Nele podemos encontrar aprendizados, mas ele não deve ser um fardo pesado demais para seguir carregando.

Mantendo o seu pensamento e suas ações no presente, é possível usar o que já passou como ponto de partida, não como âncora. O que você deseja geralmente está no futuro, que começa a ser construído hoje. O recomeço está no presente.

Desejar viver novas fases, melhores e mais bem pensadas, e trabalhar diariamente para torná-las sustentáveis, é seu direito. Compreender a necessidade dessas mudanças e suas ações para torná-las realidade (ou sabotá-las), é parte de um fundamental processo de autoconhecimento.

Todos os dias podem ser um marco para o recomeço. Mas isso não significa que esse "foco no hoje" deva gerar ações apressadas ou impensadas. A psicoterapia, por exemplo, pode ser muito favorável nesses momentos de mudanças.

Com a ajuda de um profissional você poderá desenvolver ferramentas internas para elaborar objetivos claros e agir para atingi-los, sem deixar de lado o autocuidado e sem sabotar os recomeços que você quer e merece ter.

 

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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Viver o Presente

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre a importância de estar "presente no presente". Em um mundo tão agitado, em que as preocupações e o estresse se acumulam, com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo e essa infindável quantidade de estímulos ao longo do dia, não é incomum que nossas mentes tendam a "escapar".

Estudos vêm mostrando que a mente fica "distraída" em nossos próprios pensamentos durante praticamente metade do tempo. É fácil ver a consciência desviando-se para o passado ou futuro, buscando recordações, fazendo planos, focando-se nas vidas alheias, em ruídos ou outras distrações. Com isso, perde-se o valor do instante.

É claro que é importante descansar os pensamentos de vez em quando, mas não se pode fazer isso o tempo todo. Não podemos viver ligados no "piloto automático".

Estar "presente no presente" de fato requer alguma prática. E, como toda prática, é algo que pode ser desenvolvido. Esse é um hábito que faz aumentar a atenção, assim como a qualidade dos pensamentos e a facilidade na tomada de decisões - sejam elas pequenas ou grandes. Focar-se no presente significa aumentar a lucidez e reduzir a ansiedade.

É perfeitamente possível treinar essa capacidade de apreciar o instante e vivê-lo com intensidade, aguçando os sentidos, com abertura para o que está acontecendo, com curiosidade e acolhimento - a si e aos outros.

A Psicoterapia é uma ferramenta importante na construção do autoconhecimento, que permite a você compreender seus padrões e hábitos mentais, que ajudam (ou atrapalham) nesse processo de focar-se mais no momento presente.

Focar-se no presente pode melhorar sua qualidade de vida. Procure estar consciente em cada experiência, faça uma coisa de cada vez e aprecie cada momento, com entrega e verdade.

O passado é imutável. O futuro é só uma possibilidade. O momento presente é o único que pode - e deve - ser verdadeiramente desfrutado.

 

Nossos psicólogos

 

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sábado, 14 de setembro de 2024

Frustração - Como Lidar com o senso de impotência

A frustração é um sentimento que todos conhecemos, em maior ou menor grau. Ele está associado ao desânimo quando criamos expectativas não atendidas sobre algo ou alguém. É a falta de motivação para seguir adiante, um senso de impotência, que costuma aparecer quando algo não acontece como o esperado.

Crescer implica em aprender a lidar com as frustrações, sejam elas pequenas ou grandes. Quem só ouve "sim" para todas as suas vontades, costuma ter dificuldades à medida em que a vida apresenta seus inevitáveis "nãos".

Não saber administrar as expectativas - e as frustrações quando elas não são atendidas - pode se tornar um sentimento difícil de conter e se manifestar por meio de comportamentos agressivos e disfuncionais.

A frustração pode ter fontes internas ou externas. É possível sentir-se frustrado por alguma necessidade não satisfeita, seja física (como não conseguir emagrecer), social (como não ser aceito em determinado grupo), afetiva (pelo fim de uma relação) ou até de autorrealização (como não conseguir uma promoção no trabalho).

É perfeitamente normal nos sentirmos frustrados em certos momentos. O problema acontece no excesso: quando há uma real inabilidade em lidar com a situação, gerando um senso de impotência e uma frustração tão grande a ponto de afetar o equilíbrio, as relações e o bem-estar.

A Psicologia pode ajudar a lidar melhor com essa emoção e levar a uma compreensão mais madura das próprias expectativas. Com isso, é possível aprender a criar metas que gerem ânimo e até algum grau de desafio, mas que sejam possíveis e realistas - inclusive diante da possibilidade de insucesso, em alguns momentos.

Aprimorar o autoconhecimento é uma forma de aprender a lidar com as frustrações, dando a elas o devido tamanho, sem diminuí-las, mas sem permitir que se tornem maiores do que sua potência em continuar a caminhar na direção do próprio bem-estar e felicidade, mesmo quando as coisas não são exatamente com você gostaria.

 

Nossos psicólogos

 

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Decisões Difíceis

Fazer escolhas, seja em que aspecto da vida for, é inevitável. É impossível seguir o curso natural dos dias sem tomar decisões, mesmo que pequenas.

Devo acordar mais cedo ou não? Devo almoçar em casa ou no restaurante? Devo fazer contato com um cliente hoje ou amanhã? Essas são escolhas simples e fáceis de fazer.

Mas escolher nem sempre envolve decisões tão simples. Maturidade e equilíbrio são recursos importantes diante da necessidade de tomar decisões difíceis. Quanto mais preparados estivermos, melhores tendem a ser essas decisões.

É comum que, diante de muitas possibilidades, algumas pessoas se sintam indecisas ou inseguras para fazer escolhas. Toda escolha envolve algumas renúncias - e saber lidar com elas é tão fundamental quando lidar com a decisão tomada.

Tornar o processo mais racional é uma forma de lidar com essas escolhas, especialmente para quem não se sente muito confortável em fazê-las. A psicoterapia pode ajudar a clarear os pensamentos, a compreender melhor suas necessidades e seu momento de vida, e a preparar-se para fazer escolhas com mais com segurança.

Escolher com consciência não significa blindar-se ao erro nem a eventuais mudanças na própria escolha feita. Nada precisa ser necessariamente eterno. Ao longo do percurso, pode-se perceber que a realidade, ou até mesmo que o seu desejo, mudou - e fazer novas escolhas, tomando novas decisões.

As escolhas determinam a nossa vida e, em muitas instâncias, influenciam a vida daqueles que nos cercam. Fáceis ou difíceis, elas acontecem o tempo todo.

Com autoconhecimento, emoções equilibradas e pensamentos lúcidos, é possível avaliar as possibilidades e, se necessário, até assumir alguns riscos. Isso pode conduzir a um caminho de crescimento, que leve uma vida mais plena e feliz - uma escolha por vez.

Nossos psicólogos

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Ansiedade

A Ansiedade não afeta só sua mente e suas emoções. Ela quer controlar também o seu corpo, com Dores de cabeça, fadiga, problemas gástricos...