sábado, 11 de junho de 2022

Rótulos Machucam

 "Você é muito preguiçoso!", "Nunca vi alguém tão cabeça dura!", "Lá vem o covarde!", "Você é sempre tão agressiva!", "Nunca vi tanta teimosia!". Estes são apenas alguns dos diversos rótulos que recebemos - e aplicamos - ao longo da vida.

São pequenos jargões muitas vezes são ditos sem a intenção consciente de ferir. Mas, evidentemente, são falas muito prejudiciais, lançadas mais vezes do que deveriam, e que ferem imediatamente. Pior do que isso, são rótulos que podem gerar crenças limitantes, convicções erradas e problemas emocionais importantes.

Os "rotulados" correm o risco de tomar como verdades imutáveis as frases que tanto ouviram. Como resultado, tornam-se "prisioneiros" de uma imagem irreal e, depois de um tempo, podem já não se reconhecer mais fora do rótulo que lhes foi colado.

Precisamos entender que desqualificar alguém, rotulando-o, é uma forma simplista de ver o outro, e que pode ser fruto muito mais da fragilidade de quem fala, do que da característica do "rotulado". Pode ser, por exemplo, um mecanismo de defesa, pela dificuldade de lidar com o incômodo causado pelo comportamento do outro.

Rótulos repetidos ao longo do tempo podem justamente estimular o comportamento não-adequado, que motivou a crítica. Por isso, o reforço deve sempre ser positivo e respeitoso, visando o ganho e a melhoria: em vez de destacar a teimosia, convide à escuta; em vez de reclamar da preguiça, incentive a ação; em vez de apontar a agressividade, estimule o diálogo.

Tenha em mente que ninguém é melhor do que ninguém. É preciso respeitar as diferenças e entender que, assim como todos possuem virtudes, todos têm também aspectos a melhorar.

Se você facilmente rotula, ou se sente "rotulado", conte com a ajuda de um psicólogo para direcionar seus recursos internos e o seu potencial para padrões mentais mais construtivos, em oposição aos rótulos limitantes que possa ter recebido - ou aplicado.

Desenvolva a sua autoestima e aprimore sua visão sobre você e sobre o outro. Nunca é tarde para revermos nossas ações e crenças, para crescermos como indivíduos. Conte comigo!

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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Toques e Abraços

Quem é que nunca passou por momentos difíceis e encontrou acolhimento em um abraço ou em um carinho?

Existem estudos científicos sobre o poder do toque físico e dos abraços. É fácil entender os benefícios: a pele funciona como se fosse uma "extensão" do sistema nervoso. O cérebro "responde" a um toque carinhoso liberando hormônios que geram sensação de prazer e felicidade.

Isto diminui o estresse e a ansiedade, gerando um senso de proteção, pertencimento e acolhimento, que estão na base das necessidades humanas.

Porém, neste momento de tanto espaços individuais, os toques físicos se reduziram. A proximidade com os outros está cada vez menor e as demonstrações de afeto, também.

Para mudar isso é preciso encurtar distâncias, permitir-se demonstrar sentimentos e acolher as demonstrações de afeto do outro. O toque, seja ele um aperto de mão, um abraço, um afago ou mesmo toques terapêuticos profissionais, tem efeito duradouro no bem-estar das pessoas.

E mais: os benefícios são mútuos! Não importa se estamos abraçando ou sendo abraçados, a conexão física com o outro proporciona bem-estar imediato. Para o cérebro, oferecer afeto em forma de abraço é, também, recebê-lo. 🤗

Do ponto de vista das relações, o toque físico fortalece os vínculos de confiança e de intimidade, além de diminuir a sensação de solidão, isolamento e até de raiva.

Infelizmente, algumas pessoas têm real dificuldade em permitir essas interações, sentindo-se desconfortáveis e até invadidas por qualquer toque físico - mesmo das pessoas com as quais têm intimidade.

A psicoterapia pode ajudar a compreender essas dificuldades, geralmente ligadas ao medo da rejeição ou ao fato da pessoa não ter aprendido como expressar seus sentimentos.

O psicólogo pode ajudar a ressignificar esse mal-estar, levando a pessoa a permitir-se maior abertura em suas relações, para usufruir não apenas do toque físico e do abraço em si, mas também da sensação de pertencimento, segurança e acolhimento que eles trazem.

Esses são sentimentos fundamentais para uma vida mais plena e feliz. Permita-se! E conte comigo!

Nossos psicólogos

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Gordofobia e seus efeitos

A Gordofobia é o preconceito que se baseia em uma única característica, que é apontada como defeito: a obesidade, em maior ou menor grau.

A palavra "gordo" - que poderia ser uma mera descrição, como "alto", "baixo" ou "magro - é usada por muitos como sinônimo de feio, desleixado ou incapaz. A gordofobia é, sem dúvida, um dos tipos mais comuns de bullying, fruto de uma visão intolerante e superficial, que valoriza um padrão de beleza que define que só o corpo magro é perfeito.

É fácil perceber que o "defeito", na verdade, é do gordofóbico - aquele que julga pessoas como inferiores, desprezíveis ou repugnantes. Mas, que fique claro: muitas delas sofrem muito com este julgamento.

A gordofobia é uma discriminação que, assim como qualquer outra, fere, humilha e maltrata, podendo levar à baixa autoestima, sensação de solidão, raiva, entre outros. Isto pode afetar as vítimas profundamente, interferindo em suas vidas afetivas, sociais e profissionais, devido a sentimentos de inadequação, dificuldades de socialização e, em certos casos, até mesmo à crença de que não merecem sequer receber afeto.

Por isso, não são poucos os relatos de vítimas de gordofobia que desenvolvem transtornos como a compulsão alimentar, bulimia, anorexia e vigorexia.

Em um mundo pouco adaptado e com falta de representatividade, as pessoas obesas enfrentam muitos desafios: o simples ato de comprar roupas, andar de transporte público e encontrar cadeiras confortáveis em restaurantes e cinemas as fazem sentir fora do contexto. É uma espécie de despertencimento velado.

É muito comum - e compreensível - que quem passa por isso precise de ajuda. O psicólogo pode oferecer um espaço para a expressão destes sofrimentos e de acolhimento a estas dores. Este é um processo que conduz a um caminho de autoaceitação e amor-próprio - independente do peso e das medidas, hoje ou no futuro.

É possível reconstruir e fortalecer a autoestima e promover a aceitação da beleza que cada corpo, em sua singularidade, tem - e que é muito mais complexa do que a balança é capaz de revelar. Conte comigo!

Nossos psicólogos

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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Pensamentos Ansiosos

Pode ser que de vez em quando você tenha alguns pensamentos ansiosos. É fácil notar: são vários pensamentos negativos e persistentes, que ocorrem em um curto espaço de tempo. Pode ser muito difícil controlá-los, o que faz com que tudo possa parecer um caos.

Pensamentos ansiosos funcionam como amplificadores das suas preocupações, sendo muito desagradáveis e podendo levar a um esgotamento. Quando se está sofrendo um distúrbio de ansiedade, a tendência é que os pensamentos distorçam a realidade, fazendo tudo parecer pior do que de fato é - e torna-se muito difícil controlar isto.

Um dos principais pensamentos ansiosos está relacionado ao medo de não estar no controle: a pessoa sente que não pode confiar em nada, nem em ninguém. Pensar assim potencializa um estado de ansiedade ligado à sensação de incerteza diante daquilo que não se pode controlar - que é quase tudo.

Outro pensamento ansioso é causado pelo medo de errar. A mente alimenta o pensamento de que alguma coisa vai dar errado, ou fica repetindo insistentemente cada passo a ser dado na direção do "acerto".

Pensar demais no que os outros acham de você, sentir ou delegar culpa indevidamente, viver correndo contra o tempo, sentir que sempre está aquém do que te rodeia, sentir inseguranças afetivas infundadas, eleger somente as notícias que não são boas, usar como medida de realidade somente o próprio sentimento, entre outros, são também pensamentos tóxicos, que podem levar a um quadro mais sério de ansiedade.

A ansiedade faz parte da vida. É normal em muitos momentos - e todos a sentem, em maior ou menor grau. Mas, quando a ansiedade está "fora da medida" e não passa nunca, ela torna-se nociva.

A psicoterapia é um excelente caminho para que você aprenda a substituir os pensamentos ansiosos por visões mais realistas, empregando técnicas e criando novos hábitos mentais, que poderão levar a uma vida mais suave, leve e prazerosa, na qual o tempo não escape das mãos o tempo todo.

 

Nossos psicólogos

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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Saber Perdoar

Virar a página é muito importante. Seguir adiante, ainda mais. Mas perdoar alguém que magoou você profundamente não é uma tarefa nada fácil.

Perdoar é um ato de coragem, que exige que você deixe de lado o rancor que ainda sente e do qual ainda não conseguiu se libertar, para que possa seguir em frente de forma mais leve e mais livre. O perdão verdadeiro permite que você se finalmente liberte da emoção que o aprisiona numa zona de dor e tristeza.

Quando se consegue deixar no passado o ocorrido e usá-lo somente como fonte aprendizado, sem extensões no presente, é possível reconstruir este espaço de dor, reparando o sofrimento e se afastando das emoções negativas a que se estava preso. A recompensa é um estado de paz interior e abertura para a vida.

Quando permanecemos com a memória da dor sempre ativa e presente, a vida simplesmente não flui como deveria. Ficamos ancorados ao passado e vinculados ao sofrimento. Muitas vezes sente-se desejo de vingança, como se fosse possível fazer o outro sentir a mesma dor que causou. Esta é uma ação inócua, que aprisiona ainda mais.

Entender o que feriu, descobrir suas origens, como você internaliza essa mágoa e toda sua profundidade pode ajudar a separar o que foi, do que ainda há de ser. Diferenciar o que aconteceu no passado da forma como você lida com isto no presente pode quebrar essas amarras. É preciso permitir que as feridas se tornem cicatrizes - e parem de doer.

Conte com a ajuda de um psicólogo para que você não entre em um estado de esgotamento emocional e possa trabalhar essas questões, ressignificá-las e, finalmente, voltar a olhar para a frente. Porque é só nesta direção a vida caminha.

 

Nossos Psicólogos

 

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terça-feira, 22 de março de 2022

Relação por um fio

 

Existe um dito popular conhecido que diz que os relacionamentos tendem a acabar mais pelo gelo do que pelo fogo. Os sinais de alerta de que um relacionamento está desmoronando geralmente têm muito mais a ver com o desprezo, a indiferença e a invisibilidade do que as tão conhecidas brigas e discussões.

Qualquer casamento exige dedicação, uma boa dose de tolerância e comunicação contínua. Nada substitui um bom e franco diálogo. Certamente existiram motivos sólidos para que ambos desejassem a união e, se as coisas já não são como eram, é preciso investir um tempo em entender os motivos e o que pode ser feito a respeito.

É preciso olhar para a relação e entender os sinais de que algo "não vai bem": um dos dois envolvidos constantemente aponta as falhas do outro; você está quase sempre na defensiva; há desprezo ou desrespeito; você tem a sensação de que está sozinho; as discussões são frequentes, opressivas e esmagadoras; não há interesse pelo outro e pelos seus sentimentos.

A psicoterapia pode ser uma grande ajuda - tanto individualmente quanto em casal. Ela oferece um espaço de diálogo e escuta para as necessidades e expectativas - suas e do outro - ajudando muita na compreensão dos motivos e das origens do desgaste que está deixando sua relação por um fio.

Esta compreensão pode construir um caminho de resgate - ou levar a uma decisão mais consciente e franca sobre tomar outros caminhos, em outras direções.

O importante é que as mudanças, sejam quais forem, sejam para melhor, com respeito à relação, às pessoas e à história que se construiu.

Nossos psicólogos

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sábado, 19 de março de 2022

Relação com a mãe

Quando somos crianças, a mãe é o nosso universo; o pilar que sustenta nossas emoções e nossa própria sobrevivência. Mães são o primeiro grande amor na vida de quase todos nós; um amor puro, que aceitamos sem questionamentos e que nos serve de referência por toda a vida.

O amor pela mãe também existe na fase adulta, mas, naturalmente, de uma forma diferente e com um distanciamento normal, e necessário. Sempre haverá um laço invisível que une uma mãe ao seu filho.

Mas em alguns momentos, podem surgir diferenças que, se não trabalhadas, podem tornar a relação bastante difícil, dura e até cruel.

Na infância acredita-se na "mãe perfeita", sem defeitos ou faltas. A descoberta da "mãe pessoa normal" surge só mais tarde e pode causar decepção nos filhos, que podem passar a tratá-las mal, muitas vezes com raiva, desprezo e até rejeição. É o momento das possíveis rupturas com a mãe, que levem aos distanciamentos e mágoas mútuas.

Por outro lado, mães podem ter ideias emocionalmente nada saudáveis sobre o que é o ideal para seu filho, tornando-se controladoras e autoritárias, não respeitando seu crescimento, suas escolhas, suas necessidades individuais e sua independência.

Ao mesmo tempo em que a adolescência e vida adulta pode ser um momento difícil, é também uma fase é que é possível a construção de um diálogo mais maduro e construtivo, que torne possível o ajuste de laços.

A psicoterapia familiar pode ajudar muito a compreensão de que equívocos acontecem, mas podem ser corrigidos. Com ela, pode-se trocar o inconformismo das duas partes, por uma tentativa de compreensão mútua, diálogo, escuta e resgate.

Reconstruir uma relação - especialmente uma tão importante quanto a de uma mãe com seu filho - envolve entender os próprios comportamentos e o comportamento do outro. Requer entendimento das escolhas, das dores, dos medos e das necessidades - suas e do outro. Envolve crescimento mútuo e parceria.

 

Nossos Psicólogos

 

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